segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A CARTA QUE ESTAVA NA MANGA!


A ÚTIMA CARTADA

A MORTE DO MÚSICO CHAMPIGNON – 08.09.2013
“Claudia Bossle Campos, mulher de Luiz Carlos Leão Duarte Junior, conhecido como CHAMPIGNON, postou uma foto com o músico em seu perfil no Facebook horas antes de ele ter sido encontrado morto em seu apartamento”.

A morte do músico Champignon, as mortes na família Perseguini, e outras tantas histórias, como a história do filme GRAÇA E PERDÃO que vi ontem no You-tube, e que é uma história baseada em fatos reais, têm algo em comum... Todas essas histórias têm algo em comum... O espanto das pessoas que ouvem incrédulas: Ele não seria capaz...

As pessoas da família que conviviam num relacionamento íntimo com esses assassinos ou vítimas, não conseguem acreditar na veracidade do ocorrido... _Ele não seria capaz de fazer isso!!!

E por que isso acontece? Porque estamos cegos para o outro.
Como não somos capazes de perceber que uma pessoa que convive conosco todos os dias está infeliz? Como não percebemos os sinais? Não somos educados para encarar a tristeza, para entender as perdas... e superá-las. Estamos com muita pressa para ficar parando e imaginando coisas, vendo fantasmas... Não é mesmo? Precisamos produzir! Mas às vezes a produção mais útil que podemos fazer é parar e escutar o outro.

Se você conhecesse o outro por dentro, com todos os seus dramas e conflitos internos, entenderia perfeitamente que ele seria capaz sim... Tanto seria que foi capaz!

As coisas sérias como os sentimentos verdadeiros estão fora de moda. Quando ligo a televisão tudo o que vejo são programas ridículos de humor barato e ou programas de fachada “séria”, mas superficiais e entupidos de comerciais... O ser humano não nos interessa mais, interessa o que ele produz, o que ele lhe dá em troca... Se o seu marido está pagando as suas contas está tudo bem, agora... Se ele está infeliz, isso não lhe importa nem um pouco... Se a sua esposa está cuidando dos filhos e da casa está tudo bem, agora... Se ela está infeliz... Isso já não lhe interessa...

Enxergamos só a fachada, a celulite, os pneuzinhos... O que nos interessa é seguir os padrões da sociedade e a sociedade só vê o que está por fora, as fotos do Facebook, os shows, os aplausos... Não vê o que vai dentro de você... É preciso ter mais sensibilidade para ver o outro, para perceber que algo não vai bem e tentar ajudar... E muitas vezes essa ajuda consiste apenas em escutar com o coração...

As pessoas precisam se sentir validadas, valorizadas, importantes...
Quem se sente validado, valorizado ou importante para alguém, nem que seja para um animalzinho de estimação, não se mata. Alguns colocarão a culpa nas drogas, mas... E as drogas existem por que? Quem vai se drogar é porque está se sentindo muito pequeno, a ponto de se deixar levar por algo que só lhe prejudicará... A ponto de se destruir... A droga é uma morte lenta... Só isso.

A pessoa que se mata está cansada de lutar para ser percebida, a morte é apenas a última cartada... A carta que estava na manga!

Marisa


domingo, 8 de setembro de 2013

O BROTAR DA SEMENTE


O BROTAR DA SEMENTE

Nunca devemos aceitar as verdades alheias sem nos questionar. Muitas vezes lemos livros e absorvemos o conteúdo como verdades incontestáveis. Até mesmo os filmes que temos gravados em nosso subconsciente devem ser questionados.
- Será que foi assim mesmo que aconteceu?
- Será que a dor que eu sentia não me fez pintar a situação com uma cor mais trágica?

Muitas crenças absorvemos de nossos pais e achamos que são crenças nossas e não ousamos questionar nem as crenças nem nossos pais... Não nos perguntamos se aquelas crenças seriam válidas para os tempos modernos. Não nos perguntamos porque temos uma crença herdada de que ‘perguntar é feio'! É afronta! É sinal de que queremos brigar... Não nos questionamos porque a igreja nos ensinou que os dogmas têm de ser aceitos sem questionamento.
E assim vamos vivendo as crenças dos outros que nos afastam de nós, que tiram nosso poder de criação e decisão. Vivemos sem saber quem somos nós, até o GRITO eclodir em nosso peito! Até o MEDO desaparecer...

Discordar não é desamor. É amor mais verdadeiro. Só é desamor quando se discorda pelo vício ou pelo hábito de ser sempre ‘do contra’.

Como o amor faz falta para as pessoas! Principalmente o amor próprio...

Acreditamos que somos apenas o grão de mostarda... Nos esquecemos que dentro desse grão de mostarda existe um universo de células ávidas para manifestar a riqueza da vida.

Marisa