quinta-feira, 6 de setembro de 2018

AS AVENTURAS DE PINÓQUIO


AS AVENTURAS de PINÓQUIO
Metáfora de nossos programas eleitorais

A gente sempre acha que “ Pinóquio" ė o outro…

Pinóquio é o personagem criado pelo italiano Carlo Collodi em 1881, publicado em 1883 e que sobrevive até hoje, passando por todas as mídias possíveis, inclusive nossos 'programas eleitorais’...

Menino travesso e mentiroso! Mentiu tanto que o nariz não o deixou passar pela porta na hora de fugir!!!

O sonho de Pinóquio era ser um menino de verdade, como a gente, que não mente e fala a verdade. Mas a verdade é que a gente mente que nem sente… Apenas nosso nariz não cresce, imagine se crescesse!

Eu me sentiria vingada da falsidade se o nariz de nossos candidatos políticos crescesse, crescesse, crescesse… até furar a tela das TVs, para nos cutucar, para que a gente acordasse e caísse na realidade!!!

Mas a verdade é que somos todos pinóquios… Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra…

Deus foi muito bom em não deixar nosso nariz crescer a cada mentira… Que sabedoria! Quantas vezes elogiamos falsamente, fazemos promessas que sabemos não poder cumprir… Fingimos amor onde só existe interesse…

Pinóquio jurou à fada e ao Mestre Gepetto que se comportaria, e até nisso mentiu…. Não se comportou, andou com burricos, nasceu-lhe orelhas de burro… Mesmo achando-se muito esperto, foi seduzido pelo diretor de Circo de Cavalinhos e foi usado como atração pública para entreter as pessoas…

O que vale, é que na história original, ele se transforma de verdade, a duras penas começa a praticar o bem e a ser um bom menino, e vira um menino humano! 

Não se iluda, isso é apenas uma fábula.

Marisa

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

CRONICA DA VIDA REAL - O PIANO

O PIANO

Eu tinha 8 anos e estudava piano. Meus irmãos também estudaram, mas só eu segui em frente por 9 anos e me formei aos 18 anos. Sempre adorei música, dança, e toda forma de artes!

Quando comecei a estudar não tinha piano em casa. Desenhava o teclado com lápis grafite sobre uma mesa de fórmica e imaginava as teclas se abaixando e produzindo sons… Minha imaginação funcionou, não demorou muito ganhei um pianinho do Papai Noel. Mas continuei imaginando um piano grande, de verdade onde eu pudesse tocar com as duas mãos!
Minha imaginação deu certo, meu pai comprou um piano de verdade para nós, que felicidade!

Não faz muito tempo nos desfizemos dele (uma doação), por falta de espaço, e também porque ninguém mais toca, nem eu…

Lembro-me de que as visitas chegavam em casa e logo meu pai nos chamava para tocar… Eram só elogios!!!

Mas durante muito tempo eu fui a pior aluna da professora Eliete. Em uma audição de final de ano ela me proibiu de tocar. Meus irmãos tocaram, mas eu fui colocada pra tocar PAUZINHO na banda! Ridículo!!! Bater um pauzinho no outro era coisa pra dois anos de idade…!  Naquele dia eu prometi pra mim mesma que no ano seguinte tudo ia ser diferente!!!
E foi.

Em 1966 recebi no palco, da professora Eliete, uma medalha com os dizeres “Melhor aluna do ano” !!!
Eu passei de “a pior” para “ a melhor”, para isso estudei todos os dias com foco e determinação, até de madrugada!!!

Um dia, a vizinha D Adélia, acho que cansada de não dormir, chamou minha mãe e perguntou quem era que ficava tocando piano de madrugada…
Pensei: “Agora fudeu!”

Mas ela só teceu elogios, e me convidou para tocar às tardes em sua casa, onde havia um piano melhor do que o meu, sem uso. E depois havia umas bolachinhas deliciosas!!! Eu adorei… Os elogios eram verdadeiros…

Em casa só ouvia elogios quando havia visitas. Sem visitas cansei de ouvir: “Feche a porta ou pare com esse barulho!”

Marisa

terça-feira, 31 de julho de 2018

CRONICA DA VIDA REAL - Piripaque no Avião



Passei um susto neste último sábado!!!!
Eu, a tia Marilisa e a tia Irany íamos para Caldas Novas GO em uma excursão.
Tudo pronto para decolar, e a tia Marilisa que já teve um infarto em dezembro passado, começa a passar mal dentro do avião...

No começo pensei que era um mal estar passageiro, mas ela começou a revirar os olhos, babar e parecia uma convulsão...
Ela não ouvia a gente, estava com os olhos vidrados e estrebuchando...
A tia Irany parecia que ia ter outro ataque...
Eu estava sentada atrás e quando vi que era grave, olhei pela janela, vi que o avião estava ainda taxiando e pensei: - Se tiver que gritar tem que ser agora, antes do avião decolar!
Isso foi uma fração de segundos... mais um pouquinho decolava...

Comecei a gritar dentro do avião: “Não tem nenhum médico nesse avião?”
A tia Irany pedia para as aeromoças trazerem um copo d’água e gritava: “Depressa! Depressa!” A Isabel, nossa guia, aflita, também pedia agilidade no atendimento.

Coloquei minha mão esquerda sobre a cabeça dela fazendo JOHREI (tipo reiki), enquanto nada acontecia e entreguei pra Deus.
Apareceram três médicos, e começaram a tirar pulsação, ouvir coração até que chamaram o piloto da cabine... Aos poucos ela foi voltando a si, mas estava amarela e não conseguia andar...

O piloto chamou a ambulância, e lá fomos nós três, as tias e eu para o Posto de Emergência da Infraero, onde a tia foi examinada e logo encaminhada para o Hospital Dante Pazzanese para fazer exames que exigiam máquinas que o posto não tinha...
Gente fina esse pessoal da Infraero viu! Ótimo atendimento!

Tia Irany acompanhou a tia Maria Elisa na ambulância com um funcionário da TAM super atencioso. Eu fiquei no aeroporto para aguardar as bagagens que foram retiradas do avião e iriam ser encaminhadas ao Posto da Infraero onde eu estava.

Liguei para a Élide para avisar o que estava acontecendo, mas não consegui falar ao telefone... Naquele momento, quem estava nervosa era eu... Quando eu senti minha voz embargada passei o telefone para tia Irany e falei: “Tia, fala aí que eu não consigo!”
E a tia que é tão nervosa, falou bem calminha!!!! Coisas de Deus...

Num instante, Élide, Elaine, e Elizete apareceram lá no hospital!!! Quisera eu ter filhas assim... Ligaram todos os dias, várias vezes ao dia... O Marquinhos também ligou...

Nosso vôo era às 8h da manhã, acabamos embarcando às 18h !  E você pensa que a tia não foi? Depois que melhorou ela foi firme: “Eu vou sim!!!!”  
Família Sampaio é dura na queda!!!
Os médicos disseram que o problema foi que ela colocou o remédio debaixo da língua, quando deveria ser tomado com água, assim o remédio causou aquele efeito inesperado...

Vale o aviso: Não tomem remédio sem ler as prescrições da bula, se lá disser que é para tomar com água tome com água!

A tia diz que o que salvou ela foi a camisa do São Paulo, porque o médico que a examinou era são paulino...
No começo a camisa do São Paulo estava por baixo, mas depois ela ficou se exibindo para todo mundo... Sou são paulina, viu!!!

Depois de passado o apuro, só rindo mesmo... Que situação!!!!

O bom foi que a tinha ganhou um tratamento VIP, de primeira mesmo, e eu e a tia Irany que éramos acompanhantes fomos no embalo!!!
Nada de filas, nada de ficar em pé, os primeiros a reembarcar, assentos a escolher, atendimento rápido e prestativo!!!!
Obrigada TAM!!!!
Era uma excursão, e após nossa saída da aeronave, o grupo havia seguido sem nós...
Mas quando chegamos lá e nos reencontramos, as pessoas que já eram amigos da tia, levantaram as mãos para os céus!!!
Muitos abraços, sorrisos, e o motorista do taxi esperando o dinheiro...
Nós que chegamos tarde perdemos a visita ao Santuário do Pai Eterno, que fica em Trindade, e dizem que é muito bonito...
Mas eu falei pra tia:
- Tia, não tem importância tia... a senhora já viu o Pai Eterno bem de pertinho!!!!!

Obs- Para quem ficou curioso, a viagem foi deliciosa... A tia aproveitou bastante e nós também, no último dia fomos ver as fotos e comprar uma de lembrança. Ao ver nós três reunidas na foto pensei: “Por um triz a tia poderia não estar nessa foto!”
Lá no avião, na hora do piripaque, eu jamais poderia imaginar que esta foto pudesse acontecer!


Marisa

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018


UMA PLANTA DE VERDADE... E sem cara de paisagem, por favor!

     Você já aguou uma planta artificial na esperança de ela crescesse e não morresse?

     Louvável sua esperança, mas sinto informar:
     Plantas de plástico não crescem, 
     não adoecem,  
     não morrem...
     Estão sempre no mesmo lugar, do mesmo jeito... 
     O máximo que você pode fazer é tirar  seu pó!

     Viva como uma planta de verdade! Mas sem cara de paisagem, por favor...
     Se preciso, se deixe morrer, porque morrer faz parte da vida... 
    As flores de plástico são imperecíveis, mas não têm perfume!

     Não seja artificial, seja você mesmo, verdadeiro, embora isso o torne vulnerável...
     A vida depende do sol, as raízes dependem da água e da terra para dar fixação e nutrição...
     As plantas verdadeiras são vulneráveis ao clima, ao ambiente, são efèmeras... 
     Como um raio de luz! 


Marisa 
Fev2018