O VERDADEIRO PLANO B
Quando elaboramos um projeto
achamos que estamos projetando o Plano A. A seguir pensamos num Plano B, caso
as coisas fujam do controle. No entanto, estamos enganados. Por mais
planejamento que façamos, aquele nosso Plano A, na verdade, é o nosso Plano B,
pois só será aplicado caso nada saia do controle, ou seja, caso todas as
variáveis fiquem estáticas no tempo, o que é praticamente impossível nos dias
atuais.
Intuição e criatividade são
faculdades preciosas aos gerenciadores de projetos de hoje, quando tudo pode
inverter de um minuto para outro, quando o imprevisível é o mais previsível.
Não se pode mais conceber
projetos estáticos. Não se pode impedir que nossos olhos enxerguem os caminhos
que nossa obstinação nos impede de ver. Mais que tudo, é preciso estar aberto
às novas possibilidades que passam por nós como um cavalo branco à espera de
quem o monte...
Sem graça é aquilo que acontece
como planejamos!
Excitante, desafiador e prazeroso é aquilo que acontece inesperadamente.
Excitante, desafiador e prazeroso é aquilo que acontece inesperadamente.
Não somos Deuses, não temos o
mundo a nossos pés! Só Ele o tem... E assim como a intuição e a criatividade, a
espiritualidade também não pode ser deixada de lado em nossos projetos. E para
que isso aconteça precisamos esvaziar nossas cabeças das idéias ultrapassadas
de SUCESSO e LUCRO, como se fossem sinônimos. Não são.
Vejam o que aconteceu em Mariana
(MG) em novembro de 2015 com a empresa SAMARCO. A empresa ganhou prêmio em
02.07.2015 (Revista Exame) como a segunda maior empresa do setor e 10ª entre as
principais exportadoras do país- Na reportagem consta “Isso reflete o bom
trabalho que vem sendo feito na empresa aliado a um planejamento criterioso...”
Pergunto: - Será?
Os fatos respondem que não. A
lama, os corpos humanos, e a mortandade dos animais, sobretudo dos peixes
mostram quantas vidas foram jogadas para debaixo do tapete como migalhas
indesejáveis!
Mas como a espiritualidade entra
em um projeto?
Entra como uma valoração da meta
de LUCROS, PROFIT, ou qualquer outra palavra que vise apenas o famoso
din-din...
Os meios não podem mais
justificar os fins, sob pena de todo o lucro vazar pelo ralo, como uma
avalanche, gerando um “carma” financeiro e espiritual para a empresa.
Precisamos entender, de uma vez
por todas, que tudo está interligado e todo projeto deve ser repensado. Esse é o Plano B que deve ser implantado
imediatamente.
- Isto é bom para todos, ou é bom
só para a empresa?
- Em que estamos contribuindo
socialmente?
- Em que estamos
valorizando/destruindo o meio ambiente?
São respostas que não precisam
ser colocadas no papel nem endereçadas a nenhum órgão governamental, mas
precisam ser respondidas no silêncio preto enlutado de todos os corações.
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