O que o desafia não são os soldados inimigos que se aproximam em seus cavalos sedentos por sangue...
O que o desafia são as pedras que
continuam imóveis e serenas...
O seu desafio não está na lança que será cravada em seu peito,
está no peito, no qual a lança será cravada,
no enigma a ser desvendado
quando se estabelecer a imobilidade...
Não são os gritos de dor
daqueles que morrem na batalha que o desafiam,
mas a choro das crianças
que continuam a nascer, cheias de esperança,
enquanto o seu mundo se esvai...
Contempla então, este instante como seu último desafio.
Imóvel.
E na imobilidade compreenderá então,
o movimento da vida.
Marisa

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